Coluna Aparte – Sacode que mistura

Impressiona a capacidade que o governador Flávio Dino (PCdoB) tem para absorver e diluir o volume de impactos da briga pelo poder produzida no âmbito estadual e nacional. Nada, ninguém, conseguiu desviar a sua decisão de continuar exercendo o papel de comandante na próxima eleição.

Restou muitas confusões para serem acertadas depois dos conturbados dois turnos da eleição em São Luís, graves fissuras precisam de remendos, evitando uma ruptura na estrutura partidária construída para eleger o governador somado aos senadores e deputados.

Continua sendo pressionado pelas alas partidárias a promover uma verdadeira limpa de necessários aliados, todos interessados em enfraquecer os adversários, sem a preocupação com preço que o chefe do executivo tenha de pagar caso seja seduzido pelas intrigas diárias na imprensa e redes sociais.

Para completar, o debate pela presidência da república obriga a estrela maior do comunismo a sobrepor os desaforos da linha de esquerda, tudo no sentido de manter o papel de agregador que permita a frente ampla de oposição ao candidato Jair Bolsonaro (ainda sem seu partido).

Mais do que um juiz incorporado ao estilo do rei Salomão, talvez precise vestir o jaleco de cientista político para misturar as essências no tubo de ensaio que possibilite uma vacina calmante aos sedentos homens públicos. Sem deixar de acrescentar na fórmula uma generosa pitada de maturidade que permita a imunidade contra o vírus dos pseudos amigos.

Sem o poder bíblico, Dino ainda conta com a faixa de governador. Desejado por todos eles!

  • Coluna Aparte publicada nas segundas-feiras, na página Política, no jornal O Imparcial.
  • Charge do Nuna.

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