
Somente os próximos dias vai permitir acreditar que o corporativismo e o apego ao poder absoluto, mas disfarçado, não será o impulsionador da repetida estratégia no abafa institucional diante da marginal crise no Supremo Tribunal Federal. Certeza que o flagra no ministro Alexandre de Morais, entre outros, comprova a necessidade da exaurida paciência do limpa moral na mais alta corte do judiciário brasileiro. Inegável a existência da ditadura da toga, impondo a tentativa permanente no sequestro de autoridades, políticos, imprensa e exemplos de vítimas da população escolhidos e condenados neste tribunal dos absurdos.
Repetindo, os Senhores dos poderes foram convocados para encontrar a fórmula de engrossar o nevoeiro aguardando um novo escândalo que possa suprir a sede pelo sangue no ministro Alexandre de Morais. Por enquanto, alguns ministros do STF, leia-se Flávio Dino, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, acompanhados do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, ainda estão partilhando o apoio, emprestando o papel higiênico na limpeza da cagada homérica que engoliu a credibilidade do ‘Xandão’ e do Supremo. O PT e o Lula fizeram de conta estarem indignados.
Fato, o Mendonça acusa o Alexandre com irrefutáveis provas, o Alexandre acusa o Mendonça por acusar o Alexandre. O presidente Edson Fachin vai esticando o novelo de lã para desvendar o labirinto e matarem o Minotauro. Questão de tempo para os “mesmos de sempre, fazendo o mesmo de sempre” acabar com esta encenação dos salientes.
- Coluna Aparte publicada nas segundas-feiras, na página Política, no jornal O Imparcial.
- Charge do genial Nuna.










