Coluna Aparte – Sem consequências?

Correta a palavra harmonia para a integração da família Sarney na pré-campanha de Carlos Brandão (PSDB). Resgatando a tradicional relação das famílias com o entendimento da participação na próxima gestão tampão e, quem sabe, no próximo governo, dependendo do resultado nesta eleição.

Evidente que o interesse pelos cargos e estrutura nas pré-campanhas dos membros da família Sarney pesou positivamente, mas o fator da convivência e do estilo conservador permitiu a boa conversa, sem ruídos, jogando para fora da estrada eleitoral o perigo de um governo comandado pelo senador Weverton Rocha (PDT). Considerado um estranho no ninho que poderia aniquilar décadas de mando dos senhores do poder.

Primeiro veio o apertado e suado abraço do filho e neto Adriano Sarney (PV) sem autorização do uso da sua imagem como emissário de Roseana Sarney (MDB), os meninos do Zequinha Sarney (PV) jamais perdoaram as maldades da tia na asfixia ao pai como possível governador ou senador. Seu papel como deputado estadual fortaleceu o batalhão na Assembleia Legislativa, apesar de continuar mudo diante das guerrilhas do Duarte Jr. (PSB) contra Othelino Neto (PCdoB). Sempre foi assim!

Mesmo fazendo o conhecido jogo de cena do pode até ser que eu participe, mas não preciso, então tem de ser do meu jeito, na hora que eu quiser. Fato que Roseana Sarney (MDB) está no mesmo passo de Carlos Brandão (PSDB), apesar de dizer que não necessita dos Leões para sua pré-candidatura. Verdade, caso tivesse o dinheiro do cofre do Palácio seria uma perigosa oposição aos interesses de continuidade de Flávio Dino (PSB) como líder absoluto no Maranhão.

Interessante que a senha final do acordo feito na cobertura da Península veio com a desastrosa declaração do ainda governador Flávio Dino (PSB) afirmando que não existe mais o sentimento separatista entre o seu sobrenome e do velho Sarney. Resta entender quando foi que as duas famílias de fato foram inimigas e, principalmente, o quanto Flávio está preocupado com a opinião dos que acreditaram na redenção do povo destruindo a oligarquia elegendo seus governos. Fica a certeza do preço da desconfiança eterna na sua biografia.

Nada demais?

  • Coluna Aparte publicada nas segundas-feiras, na página Política, no jornal O Imparcial.
  • Charge do genial Nuna.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.