Coluna Aparte – Na outra margem

Lúcidos brasileiros e pontuais eleitores de Lula e Bolsonaro começam formar a concreta opinião que ambos não servem para construir o país ideal, com as garantias dos direitos básicos no presente e amanhã.

Lula tentou criar um cenário de igualdade e liberdade de expressão, evidente que menos para a imprensa, deixou junto com seus seguidores uma mancha de corrupção com elevadas ondas de desemprego e miséria.

Bolsonaro chegou afirmando que respeito ao povo sempre será secundário, importante está no lucro dos empresários que geram impostos. Liberdade de expressão nunca esteve no seu vocabulário militar, imprensa e militante de esquerda ajusta-se no pau de arara.

Natural o espiral da história cobrar dos poderes suas mazelas programadas, sejam por meio de manifestações ou nas urnas.

Executivo e legislativo pagam os defeitos diários acusando os jornalistas de eternos perseguidores com as manchetes do mal, nunca falando dos poucos acertos que, por ventura, possam chegar a população.

Falta o judiciário passar pela peneira justa da opinião pública. Impossível ficar imune com tantos desmando do poder que julga pelo interesse pessoal dos seus membros.

Nesse distúrbio intestinal sobra fendas perigosas para alucinados implantarem um regime militar, ferramentas constitucionais estabelecidas pelas urnas colocaram os representantes das forças armadas como a nova solução no Palácio Planalto e Congresso Nacional.

Na outra margem do autoritarismo, mante-se os bons cidadãos que não acreditam em líderes populistas e messias. Pode ser que cochilaram votando nesses personagens, mas o sono sempre foi leve, fazendo acordar desse pesadelo institucional.

Precisamos de gente, chega de malucos!

  • Coluna Aparte publicada nas segundas-feiras, na página Política, no jornal O Imparcial.
  • Charge do Nuna.

 

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