Coluna Aparte – Casinha da Roça

Durante muitos anos os espectadores e foliões aguardavam a passagem da tradicional Casinha da Roça, dos fofões e blocos de sujos no espaço do carnaval que acontecia na Praça Deodoro.

Passado décadas, surge o carnaval moderno da era Roseana, com atrações nacionais que nem sempre tinha haver com o período, alguns eram contratados pelo paladar da governadora e no interesse da empresa do irmão Fernando Sarney e amigos mais chegados.

Os mesmos que produziam o “Marafolia,” brincadeira fora de época pago com dinheiro do povão, aqueles que ficavam na pipoca, sem os abadás dos abonados.

Parece que o gosto por artistas de renome ainda continua reinando na era Dino, muitos devidamente enquadrados no tema do carnaval, outros ninguém entende a presença no corredor da beira-mar. Alguém, algum dia, vai conseguir o discernimento de explicar a discrepância musical.

Independentemente da nova tendência de alegria, continua a necessidade do resgate das brincadeiras que contam a história da terra que já teve um dos melhores carnavais do Brasil, época que maizena e cachaça eram os combustíveis para botar todo mundo na euforia sadia.

Quem sabe não vemos passando a Casinha da Roça cantando músicas interpretadas pelos nossos cantores maranhenses como atração principal.

  • Coluna Aparte publicada nas segundas-feiras, na página Política, no jornal O Imparcial.
  • Charge do Nuna com Zé Maranha.

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