Coluna Aparte – Barbas de molho

Muitos olhos não terão o brilho infantil de encantamento do presente recebido, servia o mais simples possível, vale a emoção de saber que tinha o direito de ser amado. Muitos devem dormir sentindo a fome apertar, sonhando com as delícias que muitas vezes sobram em outras ceias.

Fácil acreditar, afirmando, que no mundo não tenha o lugar de iguais para todos, parece que conta-se os privilegiados nos dedos, talvez por estupidez muitos ficam de fora da alegria de ganhar presentes com uma farta mesa. Mesmo que seja uma ilusão de uma data festiva, mesmo acontecendo de no outro dia a falta de tudo volte a constância.

Sempre afirmam a obrigação de agradecer pelo que nunca alcançam, ainda comprometem Deus, no típico “Se Deus quiser”, como se este senhor fosse culpado pela ganância humana. Procuram o salvador nos céus, pior saber que iludem os com pés na terra nas falsas promessas do amanhã vai melhorar.

Interessante que nunca chega a data de renovação de uma vida plena, nem no período do nascimento de Cristo. Triste ilusão o Natal dos pobres, serve para maltratar ainda mais que nem acredita em Papai Noel, velhinho da barba branca com saco furado para a maioria dos brasileiros.

Como fica tudo na mesma, vale um feliz Natal para todos.

  • Coluna Aparte publicada nas segundas-feiras, na página Política, no jornal O Imparcial.
  • Charge do Nuna.

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