TRE, por uma decisão imparcial

Somente dúvidas pairam na decisão da juíza de Coroatá, Anelise Nogueira Reginato, em determinar a cassação do prefeito e do vice do município de Coroatá e a inelegibilidade dos candidatos Flávio Dino e Márcio Jerry, ambos do PCdoB.

Mais do que criar um fato eleitoral, mais do que colocar sua carreira de magistrada no rótulo da inconsistente independência, a juíza criou um dos maiores vexames no poder judiciário do Maranhão, obrigando aos seus membros mostrarem liberdade em relação a qualquer grupo político.

Poderia haver uma consistência mais apurada na decisão, talvez um ato do presente, jamais especulações dos opositores do grupo Dino referente a eleição de 2016 com os eleitos diplomados pelo TRE. Muitos dos juristas consultados registram como um lapso, um desequilíbrio momentâneo e, alguns, mais rígidos observadores, afirmam um suicídio profissional.

Fundamental tratar a decisão da magistrada com respeito, respondendo no âmbito judiciário para que sirva de exemplo, permitindo que outros servidores públicos afastem a influência pessoal, exercendo a interpretação da lei sem digitais de estranhos às suas funções.

Prejudicial ao processo eleitoral criar o cenário da instabilidade, generosa e necessária a urgente decisão do Tribunal Regional Eleitoral para uma eleição equilibrada, sem rejeição dos eleitores diante de decisões temperamentais incentivadas pelo grupo Sarney.

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