Dino, nome nacional

Votado e definidos as sugestões de candidatos a procurador-geral da República inicia-se um jogo sórdido nos porões do Palácio do Planalto com reflexo direto no poder do Maranhão.

Óbvio que Nicolau Dino ficaria em primeiro nas lista tríplice, tinha Janot de cabo eleitoral.

Chance única para a cúpula do PMDB escolher a segunda ou terceira opção mais votada, alguém que permita um generoso acordo de escambo pelo desejado papel maior na carreira dos procuradores.

O escolhido pode pagar ao presidente Michel Temer no simples papel de ausente nas denúncias, basta diminuir a chama da boca do fogão que ferve a corrupção.

Nicolau Dino perde a cadeira, mas o sobrenome ganha a memória nacional. Fica incisivo a tomada de um espaço dos irmãos Dino no cenário central do poder.

No Maranhão, o governo está na mão, falta determinar o papel da liderança sem fronteiras em cima de uma oposição pífia. Aguardando o derradeiro do mandante Sarney.

Janot sai, Nicolau não fica, resta um povo que somente cobra quando a elite financeira do país ativa a classe média para subir no palco das ruas e aparecer na tela da Globo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.